Fluminense avança em venda da SAF

O Fluminense avançou no processo para se tornar SAF. De acordo com o GE, os investidores interessados fecharam o modelo desejado e oficializarão a proposta nas próximas semanas. Serão 15 torcedores milionários que irão adquirir participação do fundo que irá assumir o clube. A Lazuli Partners, por intermédio da recém criada LZ Sports, será a responsável pela administração.
Fluminense aguarda proposta
Os investidores interessados na SAF do Fluminense definiram o modelo de negócio e irão oficializar uma proposta nas próximas semanas. A gestora de investimentos Lazuli Partners criou a LZ Sports a fim de gerir seus ativos esportivos e fará uma oferta para se tornar sócia majoritária da SAF.
Ao todo, 15 torcedores milionários do Fluminense irão comprar cotas da empresa que administrará o clube. De acordo com o jornalista Lauro Jardim, alguns dos tricolores envolvidos são André Esteves, sócio do banco BTG Pactual, Thiago De Luca, diretor-geral da Frescatto, José Zitelmann, co-fundador do Absoluto Partners, além de integrantes da família Almeida Braga, da Icatu Seguros.
De acordo com o GE, a SAF passaria a controlar o futebol masculino profissional e de base e também o futebol feminino. Além disso, a empresa assumiria a dívida do clube social. De acordo com o balanço que o Fluminense publicou em abril, a dívida do clube gira em torno de 865 milhões de reais.
Lauro Jardim traz novas informações sobre SAF no Fluminense https://t.co/PM6XznjRfA
— Central FLUMINENSE (@PerfilDaCentral) August 20, 2025
A ideia dos investidores é tornar o Fluminense uma das maiores folhas salariais do país, a fim de conseguir melhores resultados esportivos. Ainda de acordo com o GE, essa é uma promessa dos interessados em adquirir a SAF. Os resultados esportivos seriam prioridade acima da busca pelo retorno financeiro.
Detalhes da proposta
De acordo com informações do jornalista Lauro Jardim, a ideia do Fluminense é vender 60% da SAF para um investidor. A avaliação do valor girou em torno de 850 milhões de reais por 100%. No entanto a campanha na Copa do Mundo de Clubes valorizou o ativo e as partes podem fechar a negociação por cifras superiores.
Lauro Jardim revelou que o fundo que está sendo criado para comprar a SAF do Fluminense tem cota mínima para quem quiser investir: R$ 10 milhões. Mas, para o futuro, está sendo estudada a venda de cotas por valores menores, a fim de atrair novos investidores.
Mário Bittencourt pode ser o CEO
De acordo com o jornalista Diogo Dantas, do O Globo, a administradora do fundo LZ Sports promoveu debates sobre a permanência de Mário Bittencourt no papel de CEO.
A sinalização ao banco BTG não indica preferência pelo dirigente, o que levaria a busca de um executivo no mercado. O atual presidente Mário Bittencourt afirma que os investidores não tem obrigação de colocá-lo como CEO, mas admite querer o cargo.
⚠️ Lauro Jardim, do O Globo, traz novidades sobre SAF no Fluminense.
— Central FLUMINENSE (@PerfilDaCentral) August 18, 2025
De acordo com Lauro, Mário Bittencourt será o CEOhttps://t.co/wndpxPIjet
Em entrevista para o podcast da Rádio Tupi, no último dia 19, Mário falou mais uma vez sobre o assunto. O atual presidente reforçou que a escolha do CEO em uma possível SAF não depende dele:
“Essa não é uma decisão minha, não sou eu que vou decidir isso (…) Mesmo que o investidor seja brasileiro ou tricolor, essa decisão não é minha, é do investidor. O que já disse em várias entrevistas é que eu me sinto, depois de muitos anos trabalhando no clube, capacitado e competente para tocar o Fluminense, seja associativamente ou não. Mas isso é uma decisão que não é minha.” – declarou Mário Bittencourt
De acordo com o GE, o presidente Mário Bittencourt terá um cargo importante na gestão do futebol da SAF. No entanto, não necessariamente será o CEO.
Posicionamento do Fluminense
Logo após o jornalista Lauro Jardim publicar, no último dia 18, a informação de que o Fluminense havia aceitado a proposta para se tornar SAF, o Tricolor se pronunciou. De acordo com o clube, ainda não há nenhuma proposta oficial na mesa. A nota oficial ainda reforça que cabe à Assembleia Geral de sócios aceitar ou não uma eventual oferta.
“Para garantir a correta informação e impedir que especulações contaminem a construção do projeto de SAF, o Fluminense FC esclarece que a nota publicada hoje na coluna de Lauro Jardim, no O Globo, contém imprecisões. Não cabe à diretoria aprovar a proposta. Como está expresso inclusive no corpo da nota, essa decisão é da Assembleia de Sócios, após passar pelo Conselho Deliberativo. À diretoria cabe apenas zelar para que as informações requisitadas pelo BTG estejam disponíveis. Assim que uma proposta formal for apresentada, ela será submetida aos poderes constituídos do clube, seus sócios e torcedores, com tempo suficiente para a discussão.” – Fluminense em nota oficial
Para garantir a correta informação e impedir que especulações contaminem a construção do projeto de SAF, o Fluminense FC esclarece que a nota publicada hoje na coluna de Lauro Jardim, no O Globo, contém imprecisões. Não cabe à diretoria aprovar a proposta. Como está expresso… pic.twitter.com/pmKln2gT5C
— Fluminense F.C. (@FluminenseFC) August 18, 2025
A assembleia geral
Para que a venda da SAF do Fluminense ocorra, é preciso que os sócios do clube aprovem através de uma assembleia geral. De acordo com o GE, os investidores não possuem pressa para a conclusão do processo. Nesse sentido, existe a possibilidade de que a assembleia ocorra somente após as eleições presidenciais do clube, previstas para a segunda quinzena de novembro.
As eleições no Fluminense
Em meio a negociações para se tornar SAF, o Fluminense terá eleições presidenciais ao fim de 2025. O pleito está previsto para a segunda quinzena de novembro e alguns pré-candidatos surgem. A situação, isto é, o grupo que hoje gere o clube, definiu Mattheus Montenegro como o seu candidato. De acordo com o GE, Ricardo Tenório será seu vice-geral.
Dentro da oposição no Fluminense, muito se discute sobre uma candidatura única a fim de fazer frente a Mattheus Montengro. No entanto, até o momento, os grupos envolvidos não conseguiram chegar a um acordo quanto ao nome que irá concorrer. Ao longo dos últimos meses, quatro nomes surgiram como pré-candidatos.
Ademar Arrais, advogado, já realizou lançamento oficial de campanha e tem estado atuante nas redes sociais.
Celso Barros, ex-presidente da Unimed, anunciou sua pré-candidatura, que terá Rafael Rolim, candidato em 2022, como vice-geral.
O jornalista Ricardo Mazella, por sua vez, também anunciou ser pré-candidato a presidente do Fluminense.
Leonardo Iespa também anunciou pré-candidatura, em chapa que teria André Horta como vice-presidente. No entanto, nos últimos dias, o empresário anunciou a retirada de sua candidatura e declarou apoio a Ademar Arrais, levando a um rompimento com seu antigo grupo de apoio, a Frente Ampla Tricolor.



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