Torcedores do Fluminense cobram jogadores e diretoria em protesto no CT; veja como foi

O CT Carlos Castilho foi alvo de protestos na tarde desta quinta-feira (16). Torcedores organizados do Fluminense estiveram no centro de treinamento e cobraram jogadores e diretoria. O clube permitiu a entrada dos torcedores e organizou um diálogo entre o presidente, lideranças da torcida e representantes do elenco.
O Fluminense atravessa um momento de turbulência. A sequência de quatro jogos sem vitória, somada à insatisfação com o adiamento do Fla-Flu, levou torcedores a se mobilizarem. Na tarde desta quinta-feira (16), cerca de 50 pessoas compareceram à entrada do CT antes do treino, marcado para as 16h.
⚠️ Torcedores organizados estão na frente do CT Carlos Castilho.
— Wilson Fort (@wilsonmafort) April 16, 2026
O Fluminense treina às 16h nesta quinta-feira. #CentraFluminense pic.twitter.com/eMeRtmjVc6
Os torcedores mantiveram contato direto com seguranças e policiais e reforçaram, durante todo o tempo, que o protesto seria pacífico. O momento de maior tensão ocorreu na chegada do zagueiro Freytes. Torcedores cercaram o carro do jogador, fizeram críticas e também cobraram as publicações de sua esposa nas redes sociais. Em seguida, líderes do movimento pediram calma e orientaram o grupo a manter a ordem.
Outros jogadores também foram cobrados, como o lateral Guga. Ele desceu do carro e pediu desculpas pelas declarações na zona mista após a derrota na Libertadores. Millán também foi abordado e questionado sobre sua ausência nos jogos. O colombiano afirmou que está apto e pronto para entrar em campo.
Conversa com diretoria do Fluminense e líderes do elenco
No início da noite, a diretoria liberou a entrada dos torcedores que estavam no início da estrada de acesso até o portão principal do CT. O clube foi representado por Mattheus Montenegro, Ronaldo França, Tenório e Marcelo Ahmed. Martinelli, Canobbio, Samuel Xavier e Renê representaram o elenco.
O presidente foi quem mais se pronunciou e recebeu cobranças, principalmente pelo adiamento do Fla-Flu. Ele pediu desculpas e afirmou que não havia como manter a partida, já que Globo, CBF e forças de segurança se posicionaram a favor da mudança. Montenegro destacou que tinha outra percepção quando era apenas torcedor, mas ressaltou que a tomada de decisões como presidente é diferente.
Ele também afirmou que busca ampliar o diálogo com lideranças da torcida e que tem organizado reuniões com organizadas em Laranjeiras para ouvir mais os torcedores. Leandro Carvalho, o Campinho, ex-integrante da Young Flu e atual funcionário do clube, intermediou o diálogo entre torcedores e diretoria.
Entre os jogadores, Samuel Xavier e Canobbio foram os que mais falaram, enquanto Renê e Martinelli apenas ouviram. O uruguaio foi enfático ao reconhecer a queda de desempenho da equipe, mas negou qualquer relação com o adiamento e rechaçou acusações de “corpo mole” ou divisão no elenco.



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