Presidente do Fluminense define candidato à sucessão

Em meio a negociações para se tornar SAF, o Fluminense terá eleições presidenciais ao fim de 2025. O pleito está previsto para a segunda quinzena de novembro e alguns pré-candidatos surgem. A situação, isto é, o grupo que hoje gere o clube, definiu Mattheus Montenegro como o seu candidato. De acordo com o GE, Ricardo Tenório será seu vice-geral.

Mattheus Montenegro será candidato no Fluminense

Mattheus Montenegro é advogado e, atualmente, exerce a função de vice-presidente geral do clube. Ele chegou ao cargo logo após ser eleito junto com Mário Bittencourt, em 2022. O atual mandatário tricolor não pode concorrer a mais uma reeleição e, por isso, a situação teve que definir um novo nome para o pleito. Assim, Mattheus será o candidato a sucessor. De acordo com o GE, existe a expectativa de que o lançamento oficial da campanha ocorra entre setembro e outubro.

Ricardo Tenório será o vice-geral

Ainda de acordo com o GE, Ricardo Tenório, atual vice-presidente de projetos especiais, será o vice-geral da chapa. Figura conhecida da política tricolor, o empresário apoiou a candidatura de Mário Bittencourt em 2016, quando o atual mandatário acabou derrotado por Pedro Abad. Posteriormente, em 2019, acabou rompendo com Bittencourt e lançou uma chapa concorrente. Naquela eleição, os dois únicos candidatos foram justamente Mário e Tenório, e o atual presidente acabou eleito.

Em 2023, no entanto, Ricardo Tenório e Mário Bittencourt voltaram a se aproximar e ele foi nomeado como o vice-presidente de projetos especiais. De acordo com notícias da época, Tenório já participava de maneira extra-oficial da função, sendo nomeado oficialmente em 17 de maio. Naquela altura, participou, por exemplo, da inauguração da Rua Oscar Cox, que dá acesso ao CT Carlos Castilho.

A oposição no Fluminense

Dentro da oposição no Fluminense, muito se discute sobre uma candidatura única a fim de fazer frente a Mattheus Montengro. Figuras importantes da política que atualmente estão na oposição convergem em uma ideia: a preocupação com o futuro do clube caso Mário Bittencourt transforme o Fluminense em SAF antes do final do seu mandato. No entanto, até o momento, os grupos envolvidos não conseguiram chegar a um acordo quanto ao nome que irá concorrer. Ao longo dos últimos meses, quatro nomes surgiram como pré-candidatos.

Ademar Arrais, advogado, já realizou lançamento oficial de campanha e tem estado atuante nas redes sociais.

Celso Barros, ex-presidente da Unimed, anunciou sua pré-candidatura, que terá Rafael Rolim, candidato em 2022, como vice-geral.

O jornalista Ricardo Mazella, por sua vez, também anunciou ser pré-candidato a presidente do Fluminense.

Leonardo Iespa também anunciou pré-candidatura, em chapa que teria André Horta como vice-presidente. No entanto, nos últimos dias, o empresário anunciou a retirada de sua candidatura e declarou apoio a Ademar Arrais, levando a um rompimento com seu antigo grupo de apoio, a Frente Ampla Tricolor.

A eleição no Fluminense

Para homologar a chapa e se tornar oficialmente um candidato à presidência do Fluminense, cada postulante precisa reunir, pelo menos, 200 assinaturas de sócios contribuintes ou proprietários. O número é considerado elevado em um colégio eleitoral reduzido, e isso pode culminar em um menor número de candidatos.

Em 2022, por exemplo, a eleição do Fluminense teve três candidatos. Esta foi somente a terceira vez que isso ocorreu desde que o clube adotou as eleições diretas. Anteriormente, um conselho deliberativo eleito indicava o presidente.

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